“Já me arrependi de não ter tomado certas decisões mais cedo”

Administrador e vice-presidente da José Maria da Fonseca – Vinhos SA, António Maria Soares Franco considera que a incerteza do risco pode ser ultrapassada com decisões fundamentadas nas informações de que dispomos. E confessa que já se arrependeu de, em alguns casos, não ter tomado decisões mais cedo.

Gere um negócio de família com quase dois séculos de história que, sem nunca repousar sobre as glórias conquistadas, tem sabido modernizar-se. A José Maria da Fonseca exerce a actividade vinícola desde 1834, fruto da paixão partilhada de uma família que tem sabido preservar e projectar a memória e o prestígio do seu fundador.
Consciente da responsabilidade de ser, na actualidade, o mais antigo produtor de vinho de mesa e de Moscatel de Setúbal em Portugal, a José Maria da Fonseca obedece a uma filosofia de permanente desenvolvimento, o que a leva a investir sempre mais em suportes de investigação e de produção, aliando as mais modernas técnicas ao saber tradicional.
Exemplo disso mesmo é a Adega José de Sousa Rosado Fernandes, em Reguengos de Monsaraz, no Alentejo, onde a tradição romana de fermentar em potes de barro se mantém a par da última tecnologia.
Continuando a investir em produtos de referência a nível internacional, sempre pautados pela qualidade, a José Maria da Fonseca tem contribuído, de forma decisiva, para a divulgação e o prestígio dos vinhos nacionais. Dos quase 650 hectares de vinhas, e de uma adega dotada de tecnologia de última geração, que rivaliza com as melhores do mundo, resultam vinhos que aliam a experiência acumulada ao longo da sua história com as mais avançadas técnicas de vinificação.
Empresa 100% familiar, gerida pela 6.ª geração, conta já com três membros da 7.ª geração no activo.

O que é para si o risco?
Risco é uma situação de incerteza, em que normalmente há que tomar uma decisão com base na informação que temos disponível.

Os investidores portugueses são avessos ao risco?
Penso que não, e em especial nestes últimos anos, onde foi notória a aposta dos empresários portugueses para encontrar soluções para os cenários de crise.

E os bancos?
Os bancos tiveram que tomar uma posição de maior aversão ao risco, pois a isso foram obrigados pela conjuntura nacional e internacional.

Por que não há em Portugal mais capital de risco?
Penso que terá a ver com a própria dimensão do mercado.

Já teve de tomar, alguma vez, uma decisão
arriscada?
Já tomei muitas, especialmente decisões de alteração de modelos de distribuição, quer em Portugal, quer em diversos mercados de exportação.

E alguma vez se arrependeu de não ter arriscado?
Sim, em alguns dos casos acima, arrependi-me de não ter tomado a decisão mais cedo.

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